A seleção portuguesa chega ao Mundial 2026 sem o capitão da defesa, Rúben Dias, que foi poupado da partida inaugural contra a República Democrática do Congo, marcada para 12h (horário local) em Houston. O técnico Roberto Martínez anunciou na terça‑feira que o jogador de 29 anos ainda não está 100 % após um susto durante o amistoso contra a Nigéria.
Por que Rúben Dias está fora?
Martínez explicou que o centro‑avante do Manchester City sentiu um desconforto muscular ao cair no segundo tempo do jogo contra a Nigéria, em Palm Beach, Flórida. “Ele não está em condições de arriscar num Mundial. Precisa estar a 100 %”, afirmou o treinador de 52 anos na conferência de imprensa no Estádio NRG. O diagnóstico indica que o defensor ainda está em fase de recuperação individual, sem treinos coletivos intensos.
Como a ausência afeta a defesa portuguesa?
Com 76 convocações e três golos, Dias tem sido o pilar da linha de fundo desde a aposentadoria de Pepe após o Euro 2024. A sua falta deixa um vazio que o técnico pretende preencher com João Cancelo, que já atuou como lateral direito, e com o jovem centro‑avante Rui Patricio, que tem mostrado solidez nos treinos. A mudança pode alterar a dinâmica defensiva, especialmente contra um adversário físico como o Congo.
O que esperar do primeiro jogo?
Portugal encara a República Democrática do Congo às 12h (18h em Lisboa) no Estádio NRG, com arbitragem de Abdulrahman Al Jassim, do Qatar. A equipa tem trabalhado em transição rápida e pressão alta nos últimos treinos, mas a ausência de Dias pode tornar a defesa mais vulnerável a bolas aéreas. O ataque, liderado por Cristiano Ronaldo, ainda conta com Gonçalo Guedes e João Félix para criar oportunidades.
Qual será o próximo desafio?
Depois do confronto contra o Congo, Portugal joga contra o Uzbequistão em 23 de junho, também em Houston, e fecha o Grupo K contra a Colômbia em Miami a 27 de junho, às 19h30 (00h30 de 28 de junho em Lisboa). Se a equipa conseguir manter a consistência ofensiva, a falta de Dias pode ser mitigada nos jogos seguintes, mas a pressão para o capitão retornar será enorme.
A seleção portuguesa tem até 19 de julho para lutar pela final, disputada entre Estados Unidos, México e Canadá. A decisão de Martínez de poupar Dias reflete a estratégia de longo prazo: garantir que o líder defensivo esteja disponível para as fases decisivas do torneio.
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