Seleção portuguesa corre risco comercial sem Ronaldo
A seleção portuguesa enfrenta um desafio comercial após a eliminação na Copa do Mundo de 2026 e a iminente reforma de Cristiano Ronaldo. Daniel Sá, diretor executivo do IPAM, alertou que a marca da equipa está fortemente ligada ao capitão de 41 anos, cuja saída pode reduzir exposição mediática e receitas financeiras. A FPF foi eliminada nas oitavas de final a 6 de julho com um 0-1 frente à Espanha, campeã do torneio.
Porque a marca CR7 é insubstituível?
Sá argumentou que Ronaldo transcende o futebol: a sua influência nas redes sociais, patrocínios e investimentos tornam-no numa máquina global de marketing. “Do ponto de vista de marca, Ronaldo é maior do que toda a seleção portuguesa junta”, afirmou à Lusa. O especialista sublinhou que o jogador ajudou a FPF a garantir acordos comerciais durante mais de vinte anos e que a entidade deve preparar uma narrativa para a era pós-Ronaldo.
O que a FPF pode fazer agora?
O dirigente instou a federação a diversificar a estratégia de marca, explorando novos argumentos para além do craque. “Não podemos depender apenas de uma pessoa”, disse Sá, destacando que o futebol português tem qualidade para além de Ronaldo. A seleção deve aproveitar este momento para fortalecer a sua identidade antes da reforma definitiva do ícone.
Ronaldo além do campo
Além do jogador, Ronaldo é o maior influenciador desportivo do mundo nas redes sociais e um ativo de patrocínios internacionais. “Depois da reforma, essa marca continuará a crescer”, explicou Sá. A FPF tem pela frente o desafio de manter o apelo global da seleção sem o seu maior embaixador.
Último resultado: Portugal 0-1 Espanha (2026-07-06). Próximo compromisso: Portugal vs. País de Gales, em casa, a 24 de setembro de 2026.
