A Seleção portuguesa entra em campo contra a Espanha neste domingo (5) com a missão clara de avançar nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026, após vencer a Croácia por 2‑1 em 2 de julho. O técnico Roberto Martínez reforça que sua casa está onde está a sua família e a sua missão, deixando de lado qualquer sentimentalismo.

Como Martínez vê o clássico ibérico?

Martínez, nascido na Espanha mas à frente da seleção de Portugal, descreve o confronto como uma "celebração do futebol ibérico". Ele reconhece o peso simbólico, mas insiste que o jogo será decidido pela qualidade técnica. "Somos vizinhos, irmãos. O clássico tem nível de exigência máximo", afirmou. O treinador ainda lamenta que o duelo ocorra tão cedo, preferindo vê‑lo numa final.

Qual a estratégia para superar a Espanha?

Para Martínez, a posse de bola será a base. "Os dois são melhores quando têm a bola", disse, indicando que Portugal deve circular bem e pressionar alto. Ele espera que o banco de reservas tenha papel decisivo, já que o ritmo exigirá frescor físico. O plano inclui ajustes rápidos na defesa e manutenção de intensidade durante os 90 minutos.

Onde a Seleção portuguesa chegou até aqui?

Portugal não teve um caminho linear: empatou na estreia contra a República Democrática do Congo, terminou segundo no grupo e virou a Croácia na fase anterior. Ainda assim, Martínez vê evolução. "Estamos agora mais preparados para estar no melhor nível", declarou, citando a energia da torcida portuguesa no Canadá como impulso extra. O último resultado, Portugal 2‑1 Croácia (2026‑07‑02), demonstra a capacidade de virar jogos.

O que vem depois do duelo?

Com a recente sequência de resultados – 3 vitórias e 2 empates nos últimos cinco jogos, incluindo uma corrida de duas vitórias – a confiança está em alta. Caso avance, a próxima partida será contra o País de Gales, em casa, no dia 24 de setembro de 2026. Martínez enfatiza que a missão continua, independentemente do resultado contra a Espanha.

A energia da torcida, a estratégia de posse e a necessidade de frescor físico são os pilares que podem levar Portugal à próxima fase. O técnico deixa claro que, para ele, a casa é onde está a família – e a missão está com a Seleção portuguesa.