Cristiano Ronaldo pôs fim à sua carreira internacional com a Seleção das Quinas. O avançado de 41 anos abandonou a concentração da equipa em Copenhaga após um desacordo público com o selecionador Jorge Jesus, afirmando que não voltará enquanto o técnico estiver no cargo.

A decisão surgiu depois de Jesus ter comunicado a Ronaldo que não o convocaria para os jogos da Liga das Nações contra a Noruega e a Dinamarca. O treinador reafirmou a sua autoridade na gestão do plantel, referindo que o tempo de jogo do capitão seria gerido com base no controlo de carga, um processo já em curso no seu clube, o Al-Nassr. Ronaldo, que não atuava pela Seleção desde o jogo com a Noruega a 27 de outubro do ano passado, confirmou a sua saída através de uma publicação nas redes sociais, prometendo revelar a verdade sobre os motivos.

Consequências imediatas para a equipa

A saída do maior goleador de sempre de Portugal, com 146 golos, ocorre num momento em que a equipa lidera o Grupo D da Liga das Nações com seis pontos. A Seleção venceu a Noruega por 2-1 no último sábado, com golos de João Félix e Gonçalo Ramos, e prepara-se agora para enfrentar a Dinamarca esta terça-feira. Sem Ronaldo, Jorge Jesus conta com seis jogadores disponíveis para estes compromissos decisivos. Pode consultar o próximo calendário da equipa na nossa página de jogos.

O comentador Rui Santos refletiu sobre o impacto a longo prazo. «Acredito que com este treinador, o Cristiano Ronaldo não vai voltar à Seleção», afirmou. A situação pode ainda ter consequências disciplinares para o jogador, com o artigo 160 do código disciplinar da Federação Portuguesa de Futebol a prever uma suspensão de um a seis meses por abandono de atividades da equipa nacional.

O contexto desportivo atual

Esta crise interna surge enquanto Portugal ocupa o 2.º lugar no apuramento para o Mundial, com cinco pontos em três jogos. O registo recente da equipa é de três vitórias, um empate e uma derrota nos últimos cinco encontros. A última vitória, sobre a Noruega, mantém a equipa a dois pontos da liderança do grupo, atualmente detida pela Colômbia. Para uma análise mais detalhada da classificação, visite a nossa página de classificação.

O presidente da FPF, Pedro Proença, foi a figura que mediou a conversa final com Ronaldo em Copenhaga antes da sua partida. O valor económico da ausência do astro também foi levantado, com estimativas a sugerirem que uma parte significativa das receitas anuais da federação está directamente ligada à sua presença na Seleção. A equipa, que é a mais bem-sucedida da história da Liga das Nações com dois títulos, o último conquistado em 2025, tem agora de se focar no jogo com a Dinamarca no Estádio do Dragão, no Porto, marcado para as 15h45 de terça-feira.

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